sábado, 30 de abril de 2011

O contrário do Amor.

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

sábado, 23 de abril de 2011

Sempre com você.

Eu poderia ficar horas explicando tudo que fiz, poderia explicar minhas angustias, medos, fraquezas, dúvidas, confusões e medos. Poderia dizer que a culpa não foi só minha, poderia justificar.  Mas não, eu quero apenas dizer que estava errado e que me arrependo. Eu deveria ter parado no tempo, congelado o relógio. Deveria ter quebrado e arrancado meu coração, deveria ter guardado ele em uma caixa e ter lhe dado porque no fim eu sempre soube que você era a única pessoa capaz de cuidar bem dele. Mas eu não podia, eu não conseguia enganar meus sentimentos, eu não queria enganar os seus sentimentos. Eu era tolo, eu podia ter lutado, mas eu não tinha forças. Eu era dividido em duas partes, ficar com o amor da minha vida ou sair, curtir, farrear, beijar; Como se divide uma maçã. E eu possuía uma dor em meu peito, eu precisava de carinho, precisava de alguém que estivesse comigo quando a dor apertasse, eu precisava desabafar e fugir daquela dor... Mas eu não tinha com quem desabafar, eu tinha alguém que me fazia esquecer. Mas aos poucos aquilo não me saciava mais, eu sentia que minhas metades estavam se juntando  eu não sabia o que fazer. Eu só precisava fugir da dor e eu não queria machucar ninguém. Quando vi que tudo estava mudando, e que aquilo podia magoar uma das partes, eu tentei fazer que tudo voltasse ao normal. Eu tentei juntar as minhas metades, e torná-las independentes. Eu fracassei. Eu fiz tudo errado e te perdi.  Te perdi como a gente perde em um jogo de xadrez, vemos todas as estratégias ao vivo, mas mesmo assim somos tolos o suficiente para deixar o adversário matar o nosso rei. Eu perdi o jogo.
Há tempos que venho planejando mil e uma palavras para você, nada que poderia me justificar. Há tempos que venho desenhando nuvens brancas em um céu azul, colorindo o sol e fingindo que a escuridão não virá. Eu tentei me enganar eu e minha maldita armadura eu achei que fosse esquecer. Mas a dor da culpa é maior, a dor da perda é inexplicável e a falta que você me faz, me faz chorar. Eu ainda estou morto, morto de dor. E eu não sei mais o que fazer.
Eu largaria tudo, você não entende? Toda minha jornada, minha estrada, eu largaria. Eu construiria uma trilha com você. Apenas com você, porque o resto não me importa. Eu não te conheço mais, você mudou totalmente e eu sinto falta daquela história de que você sempre estaria aqui, porque pra mim não mudou  eu esperarei até o fim, porque o nosso fim não chegou. Eu te amo!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Medo pra quê?

Hoje,resolvi falar de um assunto que eu já passei, inclusive... O medo que às vezes temos de perder alguém.
Muita gente quando para e pensa em perder quem ama já entra em desespero. Agora, será que não é porque colocamos no outro nossa completa expectativa de felicidade? Será que não estamos deixando a pessoa em questão “comandar” nossa vida? Será que não estamos depositando toda responsabilidade da NOSSA felicidade na mão do outro? Esquecer que a vida é nossa, só nossa, as vezes é normal. As vezes a gente se empolga tanto por ter encontrado uma pessoa bacana, que queremos fazer dela o centro da nossa vida.
E, de repente, se a pessoa resolve ir embora do nada, acabar com o relacionamento, o que acontece? E você? O mundo acaba?
O ser humano precisa entender que ninguém perde ninguém, simplesmente porque ninguém é dono de ninguém! É a mais pura verdade.
As pessoas tem o direito de ir e vir, começar e terminar, gostar e desgostar, sim.
Claro que não é por isso que as pessoas vão começar a desrespeitar umas as outras, mas... Quem foi que disse que ele é obrigado a ficar com você? Quem foi que disse que se ele for embora, você vai entrar numa tristeza profunda e a vida não terá mais graça?
As coisas não são bem assim, não!
É claro que não posso chegar aqui, e dizer que nunca senti esse medo, nunca senti tristeza por terminar um relacionamento.
Impossível!
Mas, com o tempo, vamos vendo que as pessoas entram e saem da nossa vida com uma certa naturalidade... Quantas vezes conheci pessoas inesquecíveis, que queria e achava que nunca sairiam da minha vida, mas infelizmente vi que as coisas não acontecem sempre do jeito que queremos! E depois, com o tempo, vamos percebendo na maioria das vezes, que foi melhor do jeito que aconteceu!
Já falei aqui minha opinião sobre o medo, né? Para mim, O MEDO EMPACA NOSSA VIDA.
O medo nos impede de viver intensamente, de tomar muitas atitudes proveitosas, muitas coisas são simplesmente deixadas de lado, e muitas oportunidade ótimas passam despercebidas, por conta do bendito medo!
E então... dias, meses, anos depois, vamos perceber tudo o que deixamos de fazer por não ter coragem, por ter medo de ficar só, por ter medo que aquela pessoa se vá.
Que coisa, não?
Vou contar uma coisa pra vocês.
Tive um relacionamento muito intenso, gostoso, e confesso que, minha vontade era sim me casar com essa pessoa, realizar um dos meus grandes sonhos que era ficar com ela pra sempre.
E, contudo, não conseguia mais me ver sem ele, não conseguia mais pensar na minha vida sem ele, tê-lo presente em minha vida era já regra pra mim!
Viver sem a presença dele, era fora de cogitação, até que ele não quis mais, por diversos motivos, enfim... nosso relacionamento não deu certo, e eu tive que viver sem ele, coisa que eu nem sonhava que aconteceria um dia.
Chorei, fiquei triste, magoado, não entendia o porque, mas o tempo foi passando, e fui percebendo que estava errado.

Afinal, a vida é minha e ponto final.
Se ele quisesse fazer parte dela, estaria comigo. Simples assim!
E aí, aquele medo todo que eu tinha de perdê-lo, teve que ir embora na marra.
Tive que recomeçar, tive que aprender a viver sem os nossos costumes, nossa rotina juntos, sem pensar mais numa vida a dois com ele, e digo a vocês uma coisa...
Tudo ficou bem, tudo passou, tudo se tranquilizou!
Parece absurdo e fora da realidade agora, não?
Acredito nisso! Por isso, aí vai um conselho: esqueça completamente esse medo de perder a pessoa que ama, porque, se ela quer estar com você, se ela está com você, está porque quer.
E, se por acaso um dia não estiver mais, pode demorar um pouquinho, mas você vai ter que se acostumar, e então, você vai perceber claramente que não adiantou nada ter tanto medo.