domingo, 21 de novembro de 2010

Sorte é merecimento cara.

Nossa vida é tão clara e transparente quanto o vidro de uma janela. Nada acontece por um acaso. Ninguém tem sorte, ela é puro merecimento. A sorte nada mais é do que uma colheita.
Mas, como plantamos sorte?
- Com boas energias.
O que são boas energias?
- Bons pensamentos.
Fica claro, portanto, que somos verdadeiramente o que pensamos. A grande conquista do ser humano é o controle emocional e como CRIAMOS os nossos pensamentos.
O primeiro passo para termos a dita sorte é nos posicionarmos como eméritos pensadores. É obvio que precisamos dar qualidade de bons fluídos aos pensamentos. Na sequência, estes são verbalizados. Falamos e assim criamos e produzimos verdadeiras 'sentenças'. Não é por acaso que as frases podem ser assim classificadas.
Logo em seguida aos nossos pensamentos e palavras seguem as nossas atitudes. Evidentemente que há uma corrente de energia. Ninguém fala sem pensar, ninguém tem atitudes sem falar.
Isso posto começamos a criar o nosso caráter. Não é valido, portanto, deixarmos de lado a afirmação de que nossos pensamentos emanam uma seqüência infalível de fatos: Pensamentos, palavras, atitudes e logo depois o caráter.
Com eles caminhando conosco, ao nosso lado, na frente ou atrás, fica evidenciado que o hábito que possuímos veio e foi construído antes em nossos pensamentos.
As pessoas têm o hábito de falar mal dos outros. Alguns já mais evoluídos criam a boa intriga. Propagam as coisas boas e as boas atitudes dos outros ou até mesmo as suas. Nada havendo para falar… calam-se. Jamais propagam fofocas e desavenças. Podemos afirmar que eles possuem o bom hábito de, nas dificuldades, se CALAREM.
Acabamos, desta maneira, de criar a nossa corrente da sorte:
Pensamentos geram Palavras. As palavras são precedidas de Atitudes, nossas ou dos outros. Mas sempre haverá uma atitude.
Estas, por sua vez, acabam moldando o nosso caráter. Nosso caráter cria os nossos hábitos e estes, finalmente, o nosso DESTINO.
É verdadeiro dizermos que o nosso destino está em nossas mãos.
Temos o Livre-Arbítrio de o alterarmos quando bem entendermos. Uma coisa é a nossa missão aqui no planeta; a outra é: como a desempenharemos?
Com mais ou menos sofrimento é nossa real opção. Obviamente que o destino pode ser mudado. O que não se muda e nem se altera é o aprendizado. É com ele que evoluímos.
Desta forma, pergunto: As pessoas têm sorte?
Não, não têm. Elas têm merecimento.
Se um dia você comprou algo de um repassador e sabe que é roubado… Acabou de criar energia de perda. Não importa o preço que lhe foi oferecido. É roubado. Não te serve. Todos os objetos possuem energia. Foram pensamentos que os contaminaram ou os iluminaram. Sua vida vai começar a ficar atrapalhada.
Se você não respeita a faixa de pedestre, não para o seu carro para que alguém exerça a preferência da faixa… Ninguém vai parar para você. Isso é energia de aproveitador.
Portanto, quer uma boa vida?
Comece a produzir boas energias e a praticar bons princípios. Tudo começa e termina em nós mesmos. Nada é criado pelos outros. Nós é que permitimos que seja assim.
Sabe o que vai acontecer se você proceder corretamente?
Você vai ter sorte! Poderá até criar um 'Império'.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

11 de Julho de 2002...
É um dia que eu queria que nunca tivesse existido, uma data que eu jamais queria recordar.
8 anos se passaram desde aquela tarde de Julho.
Tinha ido a casa de uma amiga (Cássia), até que em um momento o telefone tocou. Sem fazer eu perceber nada, Jacqueline me pegou, e me levou pra minha casa, eu perguntava o que havia acontecido, mais ela não me respondia, então seguimos o caminho até a minha casa.
Chegando lá, fui direto pra casa da minha tia, lá estavam só a minha avó e minha bisavó. Fiquei parado olhando pra elas, eu na época tinha 11 anos, já entendia o que estava acontecendo, até que minha avó chorando, falou: 'A Vanessa faleceu, a Vanessa faleceu, a sua irmã faleceu'.
Não fui capaz de dizer nada, o silêncio tomou conta de mim, parecia que eu tinha perdido o sentido da vida. Desci correndo pra minha casa, não tinha ninguém, então lá fiquei sózinho, parado, tentando imaginar se aquilo que tava acontecendo era verdade.
Pouco tempo depois, minha mãe chegou em um carro, não lembro quem era, e não lembro quem estava junto, sai pra fora, lá na rua mesmo, ela desceu do carro, com o olho todo inxado de tanto chorar, e me disse: 'A nossa Vanessa faleceu meu filho'.
Naquele momento fiquei parado, e deixei que as lágrimas tomassem conta de mim. As pessoas foram chegando, e derrepente a minha casa estava cheia de gente. O meu corpo tremia tanto que perdi a noção de como se andava ou articulava os movimentos. Fui ajudado por uma amiga (Rafaelle), que de imediato percebeu que algo tinha se passado e fui ladeado pelo abraço aconchegante dela. A minha Mãe estava em choque, e em diversos momentos, ela disse que não acreditava no Senhor, porque ele levou a filha dela. O aspecto tranquilo e sereno, que não lhe via há muito, trazia consigo uma fatura pesada chamada morte.
Não sei quanto tempo estive a chorar mas fui interrompido por um braço sobre o meu ombro que me sussurrou ao ouvido:
- 'Então Diego?'
Era Jaqueline, minha vizinha, mãe da Rafaelle. Ela me apoiou, me abraçou, me deu o ombro amigo dela, pra mim chorar, pra tentar acalmar minha dor. (Não sei quanto tempo viverei, mas sei que jamais vou esquecer esta mulher pelo seu caratér , pela sua entrega, pelo seu empenho e dedicação que ultrapassaram as suas competências de muitos). Eu sem falar nada, só em pensar na minha irmã e chorar...
Apenas fui capaz de lhe perguntar:
- 'E agora Jaque, o que é que eu faço sem a minha irmã?'
- Agora Diego, a vida continua. A Vanessa, deixou de sofrer, finalmente ela está em paz. O preço que ela pagou foi a própria vida, o que vocês têm que pagar é a dor e a saudade que a partida dela deixa. Sei que lhe pareço fria, mas acredite que o tempo vai ajudá-lo a concordar comigo"

Não me lembro exatamente de quando concordei com esta afirmação, mas sei que a Jaqueline tinha razão.
A fatura pela partida da minha irmã é de fato muito pesada e pago-a a todos os dias, mas a saudade não se esgota e a dor não se apaga
Soma-se nos minutos que parecem dias, nos dias que parecem anos e nos anos que parecem séculos…
Ah!
Creiam que não me 'entreguei'. Segui a minha vida tal como ela gostaria que nós todos fizéssemos.
Fiz do luto a minha luta de cada dia.
Transformei o negro da morte, no branco da paz, porque aceitei a sua paz e pagarei até ao fim da minha vida o preço por essa paz.
Com as lágrimas que brotam rego o Jardim que ela me deixou e transformei os dias cinzentos em dias coloridos e floridos.
Da dor que sinto pela sua ausência, me fiz mais humano e e compartilho em companhia com os que de mim precisam.
Eu guardo comigo lembraças, cartas, fotos, músicas, sorrisos, etc...e todas palavras ditas por ela.

O único desespero da gente hoje é...
De não poder ver o seu sorriso.
De não poder abraçá-la .
De não poder tê-la aqui!

8 anos Vane, minha irmã...
8 anos, sem você.
Deixo aqui o meu sorriso entre estas lágrimas,
O meu abraço pela brisa que corre leve,
E a minha presença em cada respiração de ar!


E como você sempre dizia...
Eu te amo você demais, meu amor da minha vida.

Até um dia!

Diego Zaina, 01 de Novembro de 2010.